sábado, junho 28, 2008

Do nada que somos quando nada podemos fazer, dos filmes e de uma pancada do caneco

Eu sou um bocado viciada em filmes. E um bocado viciada em séries também, mas isso agora não vem ao caso.
Há umas semanas vi um filme que, como tantos outros, me deixou a pensar. É um daqueles filmes que acaba mal. Daqueles que ficamos a pensar: "Raio de ideia de querer ver este filme! Mais valia ter ido ver a telenovela!" - não tanto porque não gostamos do filme, mas porque o desfecho não era o ansiado, porque não acabou em 'happy ending' e porque houve uma sequência de imagens que me ficou a martelar na cabeça.
Hoje numa das minhas incursões pela blogosfera deparei-me com uma imagem que, não tendo nada a ver com o filme nem com a história, nem com as personagens, me trouxe de volta à mente aquela sensação de impotência, de desespero, de grãozinho no meio do deserto, do nada que somos quando nada podemos fazer. Do ridículo que é olharmos em volta sem nada ver, de procurarmos incessantemente aquilo que está ali, ao nosso lado, à espera... a olhar para nós. Do desistirmos e do 'morrer na praia'.
O filme chama-se Alice, e eu não quero nem pensar...

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quinta-feira, março 20, 2008

Do you believe in miracles?

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domingo, fevereiro 24, 2008

Por vezes ligamos a televisão, qual janela para o mundo, e apercebemo-nos do quão pequeninos e mesquinhos somos.

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sexta-feira, abril 20, 2007

Um sopro de brisa

Acorda devagar. Abre os olhos piscos para a vida.
O sol escondido por detrás das nuvens. Para lá do que é visível, do que é conhecido. Por ela. Por ele. Por ambos.
Para lá de um pensamento, mas bem perto do sentimento. Está lá. Todos o vêem. Todos o sentem. Está lá.
Oculto, como uma sombra invisível.
Abre os olhos uma e outra vez, que quer encarar a luz. Que quer ver mais além. O nevoeiro dissipa-se todos os dias um pouco mais. Devagar. Timidamente.
Na penumbra a luz fere os olhos habituados à semi-obscuridade.
Procura um raio de sol. Um rasgo de esperança trespassa-lhe a mente e uma sensação morna a pele.
Há uma nuvem que se afasta. Ao sabor da suave brisa. Suave, tão suave.
Lentamente vislumbra formas já esquecidas. Sombras que se deitaram a adivinhar, que esconderam o que realmente importa.
Ao fundo entreabre-se uma porta e envolto num feixe de luz vejo-te soprar. Suavemente, enquanto me sussuras palavras que pensei sonhar e afinal estiveram sempre lá...

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sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Gavetas

Há dias que precisamos de arrumar ideias, pensamentos. Há dias de arrumar gavetas. De pensar, idealizar, de fazer contas à vida.
Há dias em que é preferível não abrir o jornal, não ler, não pensar. Deixar tudo como está. Atirar tudo pelo ar e não pensar nos arrumos.
Há dias em que mais vale ficarmos calados, fechados numa concha, sem deixar ninguém espreitar.
Há dias em que nos arrastamos pela vida a tentar dar-lhe um rumo.
Há dias, como poderia haver noites. O relógio não pára e o tempo não se compadece. Estamos aqui mas não estamos. Pensamos mas não somos nós. Existimos mas não vivemos. Falamos mas não comunicamos. E a comunicação é, afinal, o princípio de tudo. A base.
E sem bases que somos nós?
Sombras do que pretendemos ser?
E os sonhos?
E os projectos?
Na gaveta.
E a chave, onde está? Sabem?
Eu perdi a minha...

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